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Padrão Racial do Westie XV – Faltas

“qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.”

 

Interpretação do padrão

O padrão determina que desvios devem ser “penalizados na exata proporção de sua gravidade”.
Mas qual seria essa exata proporção?
Derek Tattersall disponibiliza uma escala de pontos conforme o ponto a ser analisado:
ÁREA ANALISADA
PONTOS
Aparência geral e tamanho
20
Pelagem e cor
10
Crânio
5
Olhos
5
Focinho e mordida
15
Orelhas
5
Pescoço
5
Corpo (linha dorsal)
10
Pernas e patas
10
Cauda
5
Movimento
10
TOTAL
100

Derek explica que, como juiz, sempre foi questionado como fazia para escolher um cão em detrimento de outro, com tantos cães na classe. Segundo ele, para um olho destreinado, isso pode parecer muito confuso, especialmente numa raça como o West Highland White Terrier, onde todos são brancos e sempre quase do mesmo tamanho.Os diagramas criados por ele e amplamente explorados nestes posts são resultantes de muitos anos de estudo sobre o padrão da raça. Para ele, o padrão é a forma que o Kennel Club possui para proteger a raça e manter a tipologia.

É claro que essa é uma escala utilizada por ele, e assim, outro árbitro poderá interpretar o padrão de forma diferente daquela apresentada na escala, mas contudo, ele espera esclarecer e desvendar o mistério da julgamento do padrão do Westie.

Mas quem foi Derek Tattersall?

Derek iniciou sua criação e ingressou na exposição de Westies em 1968. Desde então, seu canil Olac alcançou renomado sucesso.

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Derek expondo Olac Moonpoppy.
Foto de Dave Freeman.

Derek foi criador de Ch. Haflmoon of Olac que bateu o record na Grã-Bretanha como melhor cadela e ainda hoje está entre os melhores exemplares da raça.

Em 1990, 22 anos após o início de sua criação, Derek obteve seu maior êxito como criador: ganhou o prêmio Best in Show na Crufts com o seu Olac Moopilot (o Paddy) – que ainda hoje é o maior campeão Westie de todos os tempos.

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Ch. Olac Moonpilot e um de seus filhotes com o seu troféu Best in Show da Crufts.
Foto de Marc Henrie.

Pra quem não sabe, a Crufts é uma das maiores exposições da Inglaterra, é televisionada e transmitida ao vivo para todo o país – o povo inglês gosta tanto de exposição canina quanto nós gostamos de futebol!Winking smile

O Olac Kennel exportou filhotes para todo o mundo, e em cada país, estes cães foram premiados. São campeões nos EUA, Alemanha, Noruega e Finlândia.

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Derek julgando uma classe de cães, em concentração intensa.

Derek é árbitro internacional e juiz da raça. Julgou Westies nos EUA, Finlândia, Suécia, Holanda, Alemanha e Bélgica, bem como no Reino Unido.

Ele é o autor do maravilhoso livro “Westies Today”.

Ruth Faherty

Em 1962 Ruth estava zapeando na TV quando se deparou com o julgamento do cão Best in Show do Westminster Kennel Club Show que ocorreu no Madison Square Garden. Ele nunca tinha visto um julgamento desses e não entendia nada sobre os procedimentos da pista. Mas isso não importava. Quanto o julgamento do Best in Show começou, ela não conseguia tirar os olhos daquele lindo cão branco – o mais lindo que ela já tinha visto.

O cão era Ch. Elfinbrook Simon, o Westie de propriedade de Barbara Keena que ganhou o prêmio Best in Show da maior exposição canina dos Estados Unidos que ocorre em Nova York.

Simon se vendeu a todos naquela noite, se vendeu também à Ruth – demonstrou grande auto confiança quando foi escolhido e inclusive deu um passo à frente após o anúncio do prêmio, como se soubesse de sua rara beleza.

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Ch. Elfinbrook Simon em sua noite premiada no Westminster Show.

Naquele dia Ruth decidiu que teria um Westie e 9 anos depois iniciou sua criação. Aprendeu a tosa de exposição e ingressou nas pistas. Tornou-se membro seu Kennel Club local e do clube de Westies de sua cidade.

Ruth ainda conseguiu cruzar uma cadela com Simon que já estava se aposentando. Desse cruzamento ela conseguiu extrair um filhote campeão, o Ch. Fairtee Simon-Pure Pippin.

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Ruth Faherty apresentando Ch. Fairtee Simon-pure Pippin.

Com sua grande curiosidade e desejo de aprender, Ruth aprendeu sobre a tosa, angulação e escreveu o livro “Westies, from head to tail” – um dos melhores livros sobre a raça.

Além de criadora, ela é membro do WHWT Club da Inglaterra, WHWT Club dos EUA, WHWT Club da Pensilvânia e de seu Kennel Club local.

Joan Graber (in memorian)

Joan era árbitro de todas as raças. Exerceu suas atividades até 2005 e construiu um extenso currículo de julgamento até então.

Ele era um entuasiasta das raças Westie e Collie, para as quais escreveu uma longa apresentação sobre julgamento de ambas.


Espero que vocês tenham gostado da série de posts sobre o padrão racial do Westie. Como já disse aqui, o padrão racial não é uma crítica à raça.

Nenhum criador idôneo deixará de amar seus cães porque ele não alcançou o padrão e/ou teve algum problema que o deixou fora das pistas. O padrão serve como guia para criadores decidirem se devem ou não reproduzir os seus cães, e para tanto, estes devem ser submetidos aos julgamentos nas exposições.

É analisando o padrão que decidimos qual o cão possui potencial para exposição e qual deve ser destinado a ser cão de companhia.

E um cão de companhia não deve ser visto como um cão pior, mas sim como um cão que será feliz, ao lado de um amigo. Não será submetido a infindáveis viagens em caixas de transporte, horas e horas de gromming, extensas sessões de limpeza e clareamento, e nem se importará com o stress das pistas.

Portanto o padrão não deve servir de guia para aquisição de cães de companhia!

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