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Menino feio!…a carinha de culpa do cachorro!

Você ama seu cão não é? Acha que sabe tudo sobre ele, não é mesmo? Provavelmente também imagina que ele é como um filho pra você. Em alguns casos ele É o bebezão da casa. Eu sei como é, eu entendo você!

E não vejo nenhum problema nisso. Humanos tem mesmo a tendência natural ao antropomorfismo. Fazemos isso com nossos filhos quando eles ainda são recém nascidos e ainda não possuem nenhuma noção do mundo. Fazemos isso com nossos pets.

Na verdade, num mundo cada vez mais urbano e complicado, transferir sentimentos humanos aos nossos animais de estimação já deixou de ser loucura e, muitas vezes, até humaniza os lares das pessoas que vivem apenas na companhia de seus pets.

O problema está quando exageramos. O problema está quando punimos nossos animais por causa disso. Explico:

Quem nunca chegou em casa em encontrou uma travessura de seu animal de estimação? Quem nunca esbravejou com o cão ou gato como se ele entendesse o discurso? Alguns humanos até filmam suas broncas. Outros até fazem coletâneas.

Vejam:

http://youtu.be/WfO60F4OMt4

O que quero dizer é que: não vejo nenhum problema em você tratar seu cão como filho, dando carinho, atenção, cuidando e educando. Podemos inclusive rir das travessuras e fazer piadas com elas, sem problema nenhum!

O problema está quando você ultrapassa o limite desse mundo imaginário e passa a usar punições, no mínimo, descabidas. Veja porque:

O olhar de culpa

Segundo Alexandra Horowitz, o que os proprietário enxergam como “carinha de culpa” em seus cães é MITO. Para provar sua teoria ela recrutou 14 cães. Estes foram colocados em uma sala, onde o proprietário deveria ordenar que eles não comessem um determinado petisco.

O proprietário era orientado a deixar o local. Na ausência do dono, Horowitz ofertava o alimento proibido a alguns cães e a outros não. Após o retorno do proprietário, alguns receberam a informação que seus cães teriam comido o alimento proibido, o que nem sempre correspondia à realidade.

O resultado foi que, os cães que obedeceram e não comeram o alimento, foram repreendidos pelos donos (que haviam recebido a informação que ele tinha desobedecido). Estes cães inocentes fizeram mais “cara de culpa” do que aqueles que realmente tinham se deliciado com o petisco.

Assim, Alexandra comprovou que a “carinha de culpa” é uma reação do animal ao comportamento de seu dono, ou seja, ao seu tom de voz, sua postura questionadora, suas palavras de bronca e reprovação.

A reação deles não é oriunda de um julgamento canino de seus próprios atos. Cães não são capazes de julgar a si próprios e sentir culpa por seus “erros”. Até porque no mundo canino, recheado de liberdade, comer um delicioso petisco não é algo perigoso e nem deveria ser proibido.

O ser humano possui uma tendência natural de comparar o comportamento animal com o seu próprio comportamento e com seus próprios sentimentos. Esse antropomorfismo nos persegue há muito tempo… fazemos isso com nossos brinquedos quando somos crianças, nao é mesmo? Assim é fácil entender porque volta e meia saímos por ia atribuindo emoções que são exclusivamente humanas aos animais.

Mas tome cuidado. Por mais que seu cérebro se sinta confortável em imaginar que aquele cãozinho na sua frente está sentindo culpa por algo que você julga incorreto, não deixe seu mundo imaginário ultrapassar a realidade. Nunca utilize a força bruta para punir seu animal de estimação e nem dê broncas descabidas, gerando um desconforto desnecessário.

Alexandra Horowitz é uma pesquisadora da Barnard College, em Nova York. Autora do livro “A cabeça do cachorro“, o qual recomendo. Leia! Você vai se surpreender quando descobrir detalhes do admirável mundo novo de seu cão de estimação. Um mundo que muitas vezes ignoramos!

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